Arquivo

Arquivo por Autor

|design| Marcas sagazes

Maio 19, 2009 Deixe o seu comentário

Já virou senso comum: qualquer prestador de serviço, empresa ou produto quer ter sua marca “personalizada” que o identifique e diferencie dos concorrentes e aquele papo todo que já cansamos de ouvir (e continuamos usando pra vender nosso peixe).

Até a senhora que auxilia na limpeza do escritório onde trabalho veio me entregar, toda orgulhosa, o cartão de visitas dela (Faço Faxinas) e o do marido (Almir das Kombis – Fretes e Mudanças). Uma maravilha de design, como vocês podem imaginar.

A verdade é que, nessa profusão ensandecida de marcas, é difícil encontrar alguma que realmente tenha algo a dizer. Entre as categorias de marcas gráficas bem formuladas, podemos destacar as “marcas sagazes”: aquelas que permitem o entendimento da natureza ou campo de atuação da empresa ou que brincam com seu nome através de um recurso gráfico que aposta no olhar aguçado do consumidor e o recompensa com uma ótima sacada!

Nesse blog há uma seleção de 25 clever logos, como esses abaixo:

Categories: Design

|música+humor| Victor Borge

Fevereiro 27, 2009 Deixe o seu comentário

O que esperar de um concerto de música clássica? Músicos competentes interpretando belas composições, um maestro de ar austero, público bem vestido e reverente. Victor Borge, no entanto, inovou ao adicionar à “receita ” um ingrediente inusitado: gargalhadas.

Nascido na Dinamarca em uma família judia, Borge deixou a Europa no último navio antes que estourasse a Segunda Guerra Mundial. Ao chegar nos EUA com apenas 20 dólares, utilizou as duas coisas que melhor sabia fazer; tocar piano e contar piadas, para sobreviver. Começou em programas de rádio e logo se tornou um fenômeno, vindo a fazer concertos no mundo inteiro, tornando-se estrela de cinema e apresentador de um programa de tv.

O vídeo que segue mostra seu lado de comediante stand-up, interagindo com a plateia antes do início de um concerto.

Entretanto, Borge não era apenas um comediante que sabia tocar. Começou seus estudos de música com sua mãe aos 3 anos e aos 8 participou do seu primeiro recital. Estudou na Royal Danish Academy of Music e fez interpretações virtuosíssimas dos grandes clássicos da música erudita. No vídeo abaixo, Borge improvisa com Anton Kondra uma música de Monti’s Czardas que ele havia escutado, mas nunca tocado antes.

Um de seus números mais conhecidos era o da Pontuação Fonética, em que ele canta uma música e revela sua pontuação através de expressões onomatopéicas.

Victor Borge faleceu em 2000, enquanto dormia, deixando um legado de irreverência e boa música. Mais vídeos aqui, aqui e aqui.

- por: dn.

Categories: Humor, Música Etiquetas:, ,

|artes| Asp, Deus e o gesto: impressões sobre a criatividade dos “espectadores” de arte contemporânea

Fevereiro 8, 2009 1 comentário

Antes de tudo, sou obrigado a esclarecer, pra não abusar da boa vontade do possível leitor desse texto, que o título pretensioso do post é irônico. O que me levou a escrevê-lo foram algumas observações que me ocorreram depois de ler duas impressões bastante diferentes sobre a mesma série de desenhos do artista gaúcho Carlos Asp.

Em anotações em seu blog, Fernando C. Boppré, esclarecendo, já no título, sua condição privilegiada de amigo do artista, utiliza-se do conhecimento que tem da personalidade de Asp e sua ligação com a religião para fazer uma relação/contraponto entre Asp e o barroco, na qual emerge, a partir da leitura das obras da série Campos Relacionais, um discurso religioso.

As obras em questão são círculos de diferentes cores mas de mesmo tamanho, ordenados a uma mesma distância, desenhados em caixas de remédios, chocolate, e outras embalagens desdobráveis. Ao expor essas diferentes peças conectadas cria-se um painel que multiplica círculos de diferentes “pesos”, tamanhos e cores. Para Boppré, Asp ” revela o interior das caixas, o interior das coisas, o interior das pessoas. Espelhamento dos indivíduos, uma metáfora do indivíduo aberto novamente a possibilidade do religare” .

Vi essas peças em exposição na galeria da Fundação Cultural BADESC, em setembro de 2008. Juntamente com a instalação “Poço de Carvão“, a série “Campos Relacionais” formava a mostra individual “Asp sem verniz“. Naquela ocasião, na presença de dois amigos, lembro que os comentários se resumiram do óbvio e pobre “isso eu também sei fazer” ao meu comentário, não menos pobre: “se fossem pintados em telas ao invés de embalagens, tornariam objetos de decoração“.

Daniel Buren, Inside (Centre of Guggenheim), 1971.

Daniel Buren, Inside (Centre of Guggenheim), 1971.

Um tempo depois, ao estudar a arte conceitual dos anos 60, me deparei com o trabalho e os escritos de Daniel Buren, francês que ficou mundialmente conhecido como “o cara das listras” por ter pintado, por muitos anos, tiras de 8,7cm espaçadas com a mesma distância. Primeiramente pintando em espaços públicos de Paris de forma subversiva, Duren logo foi convidado a expor no “sistema de arte” parisiense,  porém, em sua primeira mostra individual, bloqueou a entrada da galeria com as mesmas tiras que o tornaram objeto de apreciação no círculo artístico dos anos 60. Isso porque suas listras se posicionavam, justamente, contra essa noção tradicional da arte como fruto de uma autoria: qualquer um seria capaz, se lhes fosse ordenado, a pintar tiras de 8,7 centímetros igualmente distribuídas. O que importava era a nova perspectiva que os espaços adquiriam depois daquela intervenção.

Com um pouco mais de boa vontade e com essa “lição” aprendida através de Buren, percebi que os círculos ordenados de Asp eram mais do que apenas círculos ordenados, e o fato de utilizarem como suporte embalagens reutilizadas era mais do que uma tentativa de fugir da alcunha de decorador de ambientes. O ato contínuo que revela uma obsessão por círculos e ordenação, aliados a reutilização das caixas de remédios me levaram a ler nesses “Campos Relacionais” a relação doença-cura.

Pesquisando mais sobre Asp encontrei um ensaio de Victor da Rosa sobre outra exposição, mas falando da mesma série de desenhos. Victor, que não é amigo, ou pelo menos não cita sua amizade com Asp, faz uma leitura totalmente diversa da feita por Fernando Boppré. Para ele, as obras podem ser vistas como gestos a serviço da linguagem ou, em suas palavras: “O gesto se encerra no próprio gesto – em sua força: pulsão de linguagem. Enfim, Asp é um artista que acredita na superfície, no visível e no corpo. Seus desenhos não dependem de um conceito, mas da pulsão de um corpo, uma atividade. O prazer pela forma”.  Embora Victor não tenha feito a relação, vê-se aqui um possível reflexo das listras de Buren.

Esse ponto tornou claro, para mim, o quanto duas visões tão diferentes acerca da mesma obra podem ser enriquecedoras e, apesar de revelarem discursos diferentes, estarem ambas corretas. Até mesmo a minha pobre interpretação, que carecia da condição de amigo de Asp; como Boppré, e da erudição e revisão filosófica do Victor, poderia ter sua legitimidade garantida.

Isso porque, na arte contemporânea, a “interpretação” das obras diz muito mais sobre a criatividade de quem as visualiza do que de quem as criou. Em seu hermetismo, sua atitude autoreferencial e muitas vezes antiestética, a produção artística atual parece querer estabelecer um não-diálogo com o “público”. No entanto, como seres simbólicos que somos, e através da leitura dos signos que fazemos a toda hora, sempre tentamos apreender aquilo que vemos não apenas como experiência estética e, sim, de forma racional, que traduzimos em um discurso.

Porém, diferentemente da linguagem escrita que aprendemos através do ABC da escola; a linguagem visual, apesar de seu caráter convencional, não é ensinada. Acabamos por aprender e entender os signos de forma automática, através da vivência, podendo, sem maiores complicações, ir ao banheiro certo ao visualizar uma mancha na porta que representa a silhueta de um homem.  Por sua vez, quando a mensagem visual não é tão óbvia, predomina a preguiça intelectual de uma leitura mais avançada. Daí que surgem a frustração de quem vai à uma galeria de arte contemporânea e volta dizendo “isso até eu  posso fazer” ou se achando muito ignorante por não ter compreendido nada.

Categories: Artes-Plásticas

|cinema| Apostas cinematográficas para 2009 (II)

Janeiro 25, 2009 1 comentário

Mudei o nome da série de “Promessas cinematográficas para 2009″ para “Apostas [...]“. Se eu não avisasse ninguém notaria e eu também não sei direito porque o antigo título me incomodova tanto, mas assim fica claro que ninguém está prometendo nenhuma obra prima, são apenas minhas apostas (a quem interessar possa) de produções em que eu “boto fé” seja pela equipe técnica, pelos diretores, roteiristas ou atores, seja pela própria estória ou críticas positivas que eu tenha lido na mídia especializada.

Os dois filmes do primeiro post da série que tive oportunidade de  assistir foram “A troca”  e ” O curioso caso de Benjamim Button”. Nenhum deles respondeu as minhas altas espectativas, porém também não posso afirmar que tenham me decepcionado. São duas histórias extremamente bem contadas, mas com uma eficiência cerebral que não lhes permite maior brilho. Achei exagero as 13 indicações de “Benjamim” e meio injusto Eastwood ter ficado de fora na disputa de melhor diretor, embora Angelina Jolie realmente merecesse concorrer entre as melhores atrizes pela contenção de sua atuação em “A Troca”. O Oscar, no fim, não serve de bom termômetro pra nada. Na minha opinião é mais uma loteria com maior histórico de injustiças e piadas do que merecidas premiações.

Cortando o papo furado e voltando ao objetivo principal do post, seguem mais algumas das minhas apostas:

Milk

Dizem que esse é o melhor filme de Gus van Sant nos últimos anos. Desde Gerry (2002) o diretor vinha adotando uma forma interessante de contar estórias: a câmera acompanhava os personagens principais  realizando tarefas corriqueiras do dia-a-dia, jogando conversa fora em longos (não raros longuíííssimos) planos sequência (na dúvida vai sem hífen) até que nos encaminhasse para um final, esse sim factual e frequentemente trágico. Era a construção do climax dramático através de acontecimentos banais, mas filmados com grande beleza e naturalismo, fazendo com que o espectador convivesse durante algum tempo com os personagens para que depois pudesse julgar suas atitudes (o diretor isentava-se habilmente dessa tarefa). Milk, no entanto, como pode-se observar no trailer, utiliza uma estrutura bem mais dinâmica (e convencional) para contar a história real do político americano Harvey Bernard Milk, gay assumido que deu visibilidade a luta pelos direitos dos homossexuais  depois de ser eleito para um cargo (equivalente ao de vereador) na prefeitura de San Francisco, Califórnia. Van Sant abre mão de seu experimentalismo narrativo mas não se curva em reverência ao retratado, algo sempre bastante perigoso e frequente em cinebiografias. O filme  estreia em terras tupiniquins em 6 de fevereiro e (só pra não perder o costume) recebeu 8 indicações ao Oscar, entre elas: direção, filme, montagem e ator principal para Sean Penn.

Quem quer ser um milionário?

(Aparentemente não é possível incorporar o trailer do filme aqui, mas você pode assisti-lo no youtube acessando o link http://www.youtube.com/watch?v=AIzbwV7on6Q)

Outro filme que vem recebendo muitas indicações (10 para Oscar e vencedor de 4 Globos de Ouro) e ótimas críticas é “Quem quer ser um milionário?” de Danny Boyle, que desde Trainspotting (1996) estava nos devendo um bom filme. Eis a história de um garoto favelado que é acusado de trapacear ao acertar todas as respostas de uma espécie de “Show do Milhão” indiano e que, depois de preso, revela passagens de sua vida que explicam seu desempenho extraordinário. Espera-se aqui a mesma intensidade e virtuosismo ( no bom sentido) com que Boyle narrou a história dos viciados em heroína no filme de 96, qualidades que não encontrei em nenhuma outra película do diretor, mas que veem despertando ótimas reações (e boas lembranças) nessa última produção. Infelizmente teremos que esperar até 6 de março pra ver se o filme é realmente tão bom quanto parece.

Palermo Shooting


Para não contradizer meu  supracitado desprezo pelo Oscar, vou apostar aqui em um filme que não recebeu nenhuma indicação. Palermo Shooting, inclusive, não foi bem recebido pela crítica, exceto em elogios a fotografia e trilha sonora hypada. Dizem as más línguas que Wim Wenders já não consegue manter o mesmo nível de discussão filósofica ao imergir na psicologia e na alma de seus personagens, como fez em ” Paris, Texas” (1984)  e “Asas do Desejo”  (87) (a refilmagem hollywoodiana, certamente bem mais rasa, acabou fazendo muito sucesso e atende pelo título  “Cidade dos Anjos”). A sinopse de seu mais recente filme, porém, revela que ainda não desistiu: em viagem a Palermo, o fotógrafo Finn é perseguido por um sujeito que tenta atingi-lo com flechas. Finn passa a suspeitar que o perseguidor é uma representação do seu inconsciente para a Morte. Palermo Shooting é um filme que se credencia a constar nessa lista apenas pela assinatura de seu realizador,  um dos diretores que mais admiro. Os filmes de Wenders sempre me impressionaram não só pela riqueza de suas discussões sobre o ser humano, como também pela força de sua narrativa visual. Ele é, antes de tudo, um esteta, e se já não tem a capacidade de nos confrontar com nós mesmos nas projeções de suas películas,  fica a certeza de que esse filme, previsto pra estrear no início de fevereiro,  nos renderá no minimo belas imagens.

Foi Apenas Um Sonho


O casal que protagonizou uma das maiores piadas sem graça da história do Oscar (os 11 prêmios de Titanic em 98 ) volta a se encontrar para encenar uma história de amor bem menos açucarada do que aquela que teve seu fim com o navio submerso. Leonardo DiCaprio e Kate Winslet intepretam o casal Frank e April, que veem seu relacionamento apaixonado afogar (não resisti ao trocadilho) em um casamento que parece não resistir a rotina. Sam Mendes, diretor do filme, já mostrou que consegue ir fundo ao desmascarar o american way of life e revelar a frustração de uma família de classe média em “Beleza Americana” (99). Seu filme anterior “Soldado Anônimo” (2005) é uma produção interessante sobre a destruição aniquiladora que a guerra produz em seus combatentes, mesmo naqueles que não chegam a dar sequer um tiro. Os filmes de Mendes merecem, no mínimo, a mesma atenção que ele parece empregar pra contar suas estórias da maneira mais honesta possível. Estreia no dia 30 de janeiro.

-por: dn.

|muito aleatório| Sunday Bloody Sunday, por George W. Bush

Janeiro 20, 2009 1 comentário

No dia em que Barack Obama assume a presidência dos Estados Unidos com direito a apresentacão do U2, deixo com vocês um video de Bush cantando Sunday Bloody Sunday, no que seria uma bela interpretacão (resumo) do que foi seu (interminável) mandato. Adeus, Bush! Seja bem-vindo, Obama (:
[heavy video=3125c40916afbfb3f6217808271ff0d9&host=www.heavy.com&w=512&h=512]

-por: dn.

|tevê| Maysa – Quando Fala o Coração

Janeiro 17, 2009 4 comentários

Terminou ontem a minissérie que buscou retratar a vida da musa da fossa em 9 capítulos. Pra quem esperava conhecer um pouco melhor a personalidade que interpretou visceralmente alguns dos maiores clássicos da música brasileira, acabou se decepcionando e tendo que se contentar  com a proliferação de frases de efeito de uma rebelde sem causa, mimada e arrogante. Manoel Carlos, autor da minissérie, transformou Maysa em mais uma de suas “Helenas” (ele é conhecido por novelas em que protagonizam mulheres chatas fortes com esse nome: vide Mulheres Apaixonadas e Laços de Família). O biógrafo oficial da cantora veio a público condenar as distorções. Ao fim, a minissérie se tornou um acerto de contas – ou lavagem de roupa suja, como queiram – entre Jayme Monjardim (diretor-filho) e  Maysa (mãe-ídolo).

O que me impressionou muito, no entanto, foi a fotografia: belíssimas imagens captadas em tons mais contrastantes e saturados dos que os habitualmente vistos na televisão aberta brasileira. Os enquandramentos também fugiam dos óbvios closes e câmeras estáticas empregadas nas novelas, exibindo algo mais próximo ao que estamos acostumados a assistir nos cinemas. Uma das cenas do primeiro capítulo (re-exibida no último também) exemplifica bem: um travelling que vêm de muito alto e contorna a ponte Rio-Niterói encostando no vidro da motorista, até que aconteça o acidente que encerraria a vida da cantora. Melhor do que tentar explicar é rever a cena (enquanto a Globo não tira do youtube):

Qual não foi minha surpresa ao descobrir que o responsável pela direção de fotografia foi Affonso Beato, internacionalmente renomado por colaborações com Glauber Rocha, Walter Salles, Cacá Diegues e Pedro Almodóvar. Em seu primeiro trabalho para televisão brasileira, Beato filmou com duas cãmeras digitais modelo Arri D-21 – sua preferência em gravar em película foi inviabilizada pelo custo que acarretaria na produção. A diferença, no entanto, não é percebida por olhos amadores e a minissérie deve ser adaptada para exibição nos cinemas, em breve.

A experiência agradou o responsável pelas imagens dos agora clássicos “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” e “Tudo Sobre Minha Mãe”: Rodando ‘Maysa’, eu descobri uma máquina, a televisão, capaz de produzir horas diárias de entretenimento com qualidade capaz de se comunicar com até 80 milhões de pessoas por dia, afirma.

Muito bom ver a tevê aberta brasileira encontrar em talentosos e experientes profissionais uma fonte para oxigenação de suas produções. Maysa” apostou inclusive em atores não conhecidos do grande público, mas com carreiras consagradas no teatro e, apesar das boas atuações, da produção esmerada dos cenários, figurinos, direção de arte e fotografia cinematográficas, o trabalho acabou prejudicado pelo fato da dramaturgia continuar bebendo na fonte das novelas, produto comercial facilmente digerido pelas 80 milhões de pessoas citadas por Beato.

Somente o trabalho do diretor Luiz Fernando Carvalho, na Globo, teve antes o foco na maior qualidade artística em detrimento do sucesso nos índices do Ibope: Hoje é dia de Maria; e as obras já realizadas do Projeto QuadranteA Pedra do Reino e Capitu são radicais tanto na forma como no conteúdo, e apesar da pouca audiência, inovaram em produções transmitidas pela tevê aberta no país.

fonte: oglobo.globo.com/cultura/revistadatv/mat/2009/01/07/o-conceituado-diretor-de-fotografia-affonso-beato-fala-da-estreia-na-tv-atraves-de-maysa-587928478.asp

- por: dn.

|muito aleatório| Oi, cheguei (:

Janeiro 13, 2009 1 comentário

Essa é em homenagem ao recém chegado João Gabriel, afilhado do nosso colaborador Tiago (consegui evitar todos os trocadilhos infames com titi e titio, ufa!).

O fotógrafo francês Thierry Bouët fez uma série de 50 fotografias de bebês nos primeiros minutos de sua vida fora do aconchego da barriga da mamãe. As mais variadas, engraçadas e comoventes feições dos miúdos frente ao novo e confuso mundo você pode ver aqui.

As fotos foram impressas em grandes dimensões e servem pra promover o lançamento da loja de departamento La Samaritaine em Paris.

|ilustração| Ilustrando (e vestindo) os bichinhos

Janeiro 7, 2009 2 comentários

Muito bacana o trabalho do casal Ryan e Lucy, de Portland – USA. Ryan é responsável pelo traço que dá um tom realista a vários bichinhos vestidos com roupas formais, enquanto Lucy escreve uma minibiografia simpática e engraçada para cada um dos animais retratados.

Esse leopardo, por exemplo, há dez anos fez uma cirurgia para remoção de cataratas mas continua usando o tapa olho por ser um ótimo motivo para iniciar conversas com as gatinhas oncinhas.

O casal de artistas denomina-se Berkley Illustration e vende cópias impressas das ilustrações (feitas a mão com caneta, lápis de cor e tinta) que variam de $8 a $15 dólares na loja virtual Etsy.

Engraçado essa nossa mania de transportar sentimentos e comportamentos humanos aos animais. Não resistimos ao olhar patético de um cachorrinho guloso e nos surpreendemos com a mera repetição automática de frases dos papagaios. Lucy e Ryan vão um pouco além e usam seu talento e imaginação para ilustrar com humor esse desejo tão homosapiano (?). Há quem faça isso ¬¬

-por: dn

|artes-plásticas| Adeus, Tide!

Janeiro 2, 2009 3 comentários

Tide HellmeisterO ano de 2008 foi-se embora levando consigo Tide Hellmeister, grande artista plástico brasileiro! Ele faleceu no dia 31/12, a causa mortis não foi divulgada.

Lembro que em 2007, no N Design Floripa, sua palestra estava programada para o mesmo horário que os hypados (pelo menos na época) do Mundo Canibal. Eu ainda não conhecia seu trabalho, mas uma pesquisa na internet me levou a escolher pela palestra de Tide, e não me arrependi nenhum pouco. Durante cerca de duas horas um estudioso de seu trabalho ficou falando enquanto mostrava algumas de suas obras – Tide interferia de vez em quando, fazendo comentários e ao final respondendo as perguntas da platéia até que certa hora se cansou e disse  “aah, chega! agora não falo mais nada”. Ele já estava bem velhinho mas conquistou a platéia por sua lucidez e simpatia e pareceu comovido com os aplausos de pé que lhe saudaram ao final do bate-papo.

tide2

“Artista plástico que utiliza múltiplas técnicas, sendo a colagem a sua principal forma de expressão. Na definição de Tide a colagem é tudo. Em resumo, a vida é colagem e nela cabem também a pintura, a programação visual, as artes gráficas e a tipografia, além de incursões pelo design e pela publicidade. Criou capas para livros, revistas e discos das mais importantes editoras e gravadoras do Brasil. Editou cinco livros exclusivamente com exemplares de sua obra. Realizou dezenas de exposições individuais, tendo recebido diversos prêmios nacionais e internacionais, dentre os quais se destacam as três vezes em que foi agraciado pela prestigiada APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte”. Texto retirado do site do artista. Outras obras em seu flickr.

Adeus ao Tide e boas vindas ao Tiago “titi” Nuernberg Colombo, nosso novo colaborador!

-por: dn.

|cinema| Apostas cinematográficas para 2009 (I)

Janeiro 1, 2009 5 comentários

2008 já era e eu não lembro de ter assistido a nenhum filme brilhante, nos cinemas. Confesso que não fui um espectador muito assíduo dos lançamentos desse último ano, diante das ofertas, acabei optando por assistir ou rever os clássicos. O ano que começa, entretanto, pode trazer belas surpresas cinematográficas. Pretendo fazer uma série de posts comentando os filmes que considero boas promessas a medida que as datas de estréia dos mesmos forem se aproximando. Aqui seguem minhas primeiras apostas:

O Curioso Caso de Benjamin Button

Sabe aquele texto, atribuído a Chaplin, que de tempos em tempos você recebe por e-mail (em arquivos Power Point ¬¬) discorrendo sobre como a vida seria mais interessante se começasse com a gente velhinho e terminasse na hora da orgasmo que nos concebe?  É mais ou menos o que acontece em O Curioso Caso de Benjamin Button, filme de David Fincher, embora o drama seja mesmo baseado no livro homônimo de F. Scott Fitzgerald. Brad Pitt interpreta o personagem do título que, em 1918, nasce com oitenta e poucos anos e rejuvenesce a medida que  o tempo passa. O filme, que é estrelado ainda por Cate Blanchett e Tilda Swinton, estreou nos Estados Unidos no fim de dezembro e chega as telas brasileiras na segunda quinzena de janeiro. A história fantástica, o talento de Fincher e o trailer belíssimo fizeram com fosse incluído nessa lista.

A Troca


Clint Eastwood tem se dedicado bastante à carreira de diretor nos últimos anos. Bom pra gente, que vai ter a oportunidade de conferir mais dois trabalhos do cara em 2009 (um terceiro, The Humam Factor, que está em fase de pré-produção e deve estrear em dezembro nos EUA, dificilmente chegará ao país antes que o ano termine). A troca estréia por aqui em 9 de janeiro e conta a história real de uma mãe que, após o resgate do filho sequestrado (adeus, trema :/), passa a suspeitar que tenham lhe entregado a criança errada. O drama tem roteiro de J. Michael Straczynski e é estrelado por Angelina Jolie (ainda estou tentando descobrir porquê não a reconheci na primeira vez que assisti ao trailer: a voz, a maquiagem de época, ou o problema é comigo mesmo?)

Gran Torino


O outro lançamento, Gran Torino, conta também com a atuação de Eastwood, que interpreta Walt Kowalski, veterano da Guerra da Coréia rancoroso e cheio de preconceitos com a vizinhança composta por imigrantes asiáticos. Kowalski passa por uma redenção ao defender a família de chineses vizinha às investidas de uma gangue que os atormenta. Esse está previsto pra estrear dia 6 de fevereiro.

Budapeste (ainda sem trailer)

Mais uma incursão de Chico Buarque na literatura vai parar nas telas do cinema (Estorvo e Benjamim foram adaptados em 2000 e 2003, respectivamente). Agora é a vez do brilhante Budapeste, lançado pela Companhia das Letras em 2003, filmado pelo prestigiado diretor de fotografia Walter Carvalho, em sua primeira direção solitária em filmes de ficção (co-dirigiu Cazuza – O Tempo Não Pára (2004) e o ótimo documentário A Janela da Alma (2001). Nele, o ghost writer José Costa vê sua vida mudar completamente depois de um pouso imprevisto na cidade húngara, onde conhece e se apaixona por Kriska e aprende a “única língua que o diabo respeita”. Deve estrear no início de fevereiro e tem o Leonardo Medeiros (tá em todas!) como protagonista.

Em tempo, deixo aqui meus votos para que 2009 seja brilhante não apenas em realizações cinematográficas: que prospere também nossa vida pessoal e profissional. Um feliz ano novo a todos!

- por dn.

Categories: Cinema Etiquetas:, ,
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.