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Archive for the ‘Artes-Plásticas’ Category

|desafio| Famous People Painting

Esse eu recebi por e-mail!

“Nesta pintura estão retratados mais de 100 personalidades conhecidas, do mundo inteiro. Se você identificar pelo menos 25, já será um bom índice.

famous
Mas se deseja saber quem são todos eles, clique no link e depois encoste o cursor em cada personalidade.
Vai aparecer o nome e se clicar com a respectiva biografia!
No canto superior esquerdo estão retratados os 3 autores da pintura.”

E aí? Quantos vocês acertaram?

por: Ana Flávia Maestri

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|arte| Iman Maleki e o realismo

Iman nasceu em 1976, em Tehran (Irã). Fascinado pela arte da pintura desde criança, aos 15 começou a aprender pintura sob a maestria de seu primeiro e único professor – Morteza Katouzian – grande pintor realista do Irã. Enquanto isso, começou a pintar profissionalmente. Em 1999 se formou em Design Gráfico na Art University of Tehran. Desde 1998, participou de várias exibições. No ano de 2000 se casou e no ano seguinte fundou o ARA* Painting Studio e começou a ensinar pintura, com valores clássicos e tradicionais.

Tradução do site do artista. Para ver mais trabalhos: imanmaleki.com

* Academy of Realist Art

por: Ana Flávia Maestri

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|eventos| Exposição sobre Tide Hellmeister

Como o Dani já havia postado aqui sobre Tide Hellmeister, ficadica: 15 de abril a 14 de maio (ainda dá tempo!) a Panamericana Escola de Arte e Design – São Paulo/SP presta sua homenagem com exposição de muitas obras do artista.

Lembrando que Tide veio ao NDesign em Floripa! Aos que perderam, vejam aqui um pedacinho, por Henrique Nardi.

-por: afm

|artes| Asp, Deus e o gesto: impressões sobre a criatividade dos “espectadores” de arte contemporânea

Fevereiro 8, 2009 1 comentário

Antes de tudo, sou obrigado a esclarecer, pra não abusar da boa vontade do possível leitor desse texto, que o título pretensioso do post é irônico. O que me levou a escrevê-lo foram algumas observações que me ocorreram depois de ler duas impressões bastante diferentes sobre a mesma série de desenhos do artista gaúcho Carlos Asp.

Em anotações em seu blog, Fernando C. Boppré, esclarecendo, já no título, sua condição privilegiada de amigo do artista, utiliza-se do conhecimento que tem da personalidade de Asp e sua ligação com a religião para fazer uma relação/contraponto entre Asp e o barroco, na qual emerge, a partir da leitura das obras da série Campos Relacionais, um discurso religioso.

As obras em questão são círculos de diferentes cores mas de mesmo tamanho, ordenados a uma mesma distância, desenhados em caixas de remédios, chocolate, e outras embalagens desdobráveis. Ao expor essas diferentes peças conectadas cria-se um painel que multiplica círculos de diferentes “pesos”, tamanhos e cores. Para Boppré, Asp ” revela o interior das caixas, o interior das coisas, o interior das pessoas. Espelhamento dos indivíduos, uma metáfora do indivíduo aberto novamente a possibilidade do religare” .

Vi essas peças em exposição na galeria da Fundação Cultural BADESC, em setembro de 2008. Juntamente com a instalação “Poço de Carvão“, a série “Campos Relacionais” formava a mostra individual “Asp sem verniz“. Naquela ocasião, na presença de dois amigos, lembro que os comentários se resumiram do óbvio e pobre “isso eu também sei fazer” ao meu comentário, não menos pobre: “se fossem pintados em telas ao invés de embalagens, tornariam objetos de decoração“.

Daniel Buren, Inside (Centre of Guggenheim), 1971.

Daniel Buren, Inside (Centre of Guggenheim), 1971.

Um tempo depois, ao estudar a arte conceitual dos anos 60, me deparei com o trabalho e os escritos de Daniel Buren, francês que ficou mundialmente conhecido como “o cara das listras” por ter pintado, por muitos anos, tiras de 8,7cm espaçadas com a mesma distância. Primeiramente pintando em espaços públicos de Paris de forma subversiva, Duren logo foi convidado a expor no “sistema de arte” parisiense,  porém, em sua primeira mostra individual, bloqueou a entrada da galeria com as mesmas tiras que o tornaram objeto de apreciação no círculo artístico dos anos 60. Isso porque suas listras se posicionavam, justamente, contra essa noção tradicional da arte como fruto de uma autoria: qualquer um seria capaz, se lhes fosse ordenado, a pintar tiras de 8,7 centímetros igualmente distribuídas. O que importava era a nova perspectiva que os espaços adquiriam depois daquela intervenção.

Com um pouco mais de boa vontade e com essa “lição” aprendida através de Buren, percebi que os círculos ordenados de Asp eram mais do que apenas círculos ordenados, e o fato de utilizarem como suporte embalagens reutilizadas era mais do que uma tentativa de fugir da alcunha de decorador de ambientes. O ato contínuo que revela uma obsessão por círculos e ordenação, aliados a reutilização das caixas de remédios me levaram a ler nesses “Campos Relacionais” a relação doença-cura.

Pesquisando mais sobre Asp encontrei um ensaio de Victor da Rosa sobre outra exposição, mas falando da mesma série de desenhos. Victor, que não é amigo, ou pelo menos não cita sua amizade com Asp, faz uma leitura totalmente diversa da feita por Fernando Boppré. Para ele, as obras podem ser vistas como gestos a serviço da linguagem ou, em suas palavras: “O gesto se encerra no próprio gesto – em sua força: pulsão de linguagem. Enfim, Asp é um artista que acredita na superfície, no visível e no corpo. Seus desenhos não dependem de um conceito, mas da pulsão de um corpo, uma atividade. O prazer pela forma”.  Embora Victor não tenha feito a relação, vê-se aqui um possível reflexo das listras de Buren.

Esse ponto tornou claro, para mim, o quanto duas visões tão diferentes acerca da mesma obra podem ser enriquecedoras e, apesar de revelarem discursos diferentes, estarem ambas corretas. Até mesmo a minha pobre interpretação, que carecia da condição de amigo de Asp; como Boppré, e da erudição e revisão filosófica do Victor, poderia ter sua legitimidade garantida.

Isso porque, na arte contemporânea, a “interpretação” das obras diz muito mais sobre a criatividade de quem as visualiza do que de quem as criou. Em seu hermetismo, sua atitude autoreferencial e muitas vezes antiestética, a produção artística atual parece querer estabelecer um não-diálogo com o “público”. No entanto, como seres simbólicos que somos, e através da leitura dos signos que fazemos a toda hora, sempre tentamos apreender aquilo que vemos não apenas como experiência estética e, sim, de forma racional, que traduzimos em um discurso.

Porém, diferentemente da linguagem escrita que aprendemos através do ABC da escola; a linguagem visual, apesar de seu caráter convencional, não é ensinada. Acabamos por aprender e entender os signos de forma automática, através da vivência, podendo, sem maiores complicações, ir ao banheiro certo ao visualizar uma mancha na porta que representa a silhueta de um homem.  Por sua vez, quando a mensagem visual não é tão óbvia, predomina a preguiça intelectual de uma leitura mais avançada. Daí que surgem a frustração de quem vai à uma galeria de arte contemporânea e volta dizendo “isso até eu  posso fazer” ou se achando muito ignorante por não ter compreendido nada.

Categories: Artes-Plásticas

|artes-plásticas| Adeus, Tide!

Janeiro 2, 2009 3 comentários

Tide HellmeisterO ano de 2008 foi-se embora levando consigo Tide Hellmeister, grande artista plástico brasileiro! Ele faleceu no dia 31/12, a causa mortis não foi divulgada.

Lembro que em 2007, no N Design Floripa, sua palestra estava programada para o mesmo horário que os hypados (pelo menos na época) do Mundo Canibal. Eu ainda não conhecia seu trabalho, mas uma pesquisa na internet me levou a escolher pela palestra de Tide, e não me arrependi nenhum pouco. Durante cerca de duas horas um estudioso de seu trabalho ficou falando enquanto mostrava algumas de suas obras – Tide interferia de vez em quando, fazendo comentários e ao final respondendo as perguntas da platéia até que certa hora se cansou e disse  “aah, chega! agora não falo mais nada”. Ele já estava bem velhinho mas conquistou a platéia por sua lucidez e simpatia e pareceu comovido com os aplausos de pé que lhe saudaram ao final do bate-papo.

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“Artista plástico que utiliza múltiplas técnicas, sendo a colagem a sua principal forma de expressão. Na definição de Tide a colagem é tudo. Em resumo, a vida é colagem e nela cabem também a pintura, a programação visual, as artes gráficas e a tipografia, além de incursões pelo design e pela publicidade. Criou capas para livros, revistas e discos das mais importantes editoras e gravadoras do Brasil. Editou cinco livros exclusivamente com exemplares de sua obra. Realizou dezenas de exposições individuais, tendo recebido diversos prêmios nacionais e internacionais, dentre os quais se destacam as três vezes em que foi agraciado pela prestigiada APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte”. Texto retirado do site do artista. Outras obras em seu flickr.

Adeus ao Tide e boas vindas ao Tiago “titi” Nuernberg Colombo, nosso novo colaborador!

-por: dn.

|design| …e literatura e artes plásticas

Dezembro 30, 2008 6 comentários

A Companhia das Letras detém há 20 anos os direitos para publicação da obra de José Saramago no Brasil. Ele é um dos primeiros autores de seu extenso catálogo de publicações, que iniciam no mesmo ano – 1988.

Chama atenção nos mais de 20 livros do autor lançados pela editora, além da evidente qualidade da prosa de Saramago, o projeto gráfico adotado em suas capas, criações do designer (e artista) gráfico Hélio de Almeida. Utilizei a palavra “criações”, no plural, embora poderia tê-la utilizado no singular, pois repete-se em todos as capas a mesma composição: no topo, o nome do autor escrito em versalete, na parte inferior, em corpo menor, o título da obra em caixa alta, seguido do logo da editora.

Alguns dos livros de Saramago lançados pela Companhia das Letras

Alguns dos livros de Saramago lançados pela Companhia das Letras

O que caracteriza e identifica cada livro é a reprodução, em relevo, de obras do artista plástico brasileiro Arthur Luiz Piza (80 anos completados em 2008). Piza vive em Paris desde 1951 e tornou-se especialista em gravuras e relevos utilizando como suportes papel e metal, entre outros. Considerado um dos maiores artistas brasileiros da atualidade, participou da Bienal de São Paulo; da Documenta de Kassel, e da Bienal de Veneza além de ter seu trabalho em acervos de museus como o Museum of Modern Art (MoMA) e o Guggenheim Museum, em Nova York, a Bibliothèque Nationale de France e o Musée National d’Art Moderne Centre Georges Pompidou, em Paris.

É interessante notar que Hélio de Almeida escolhe as obras que ilustram os livros de Saramago a partir do acervo de Piza, ou seja, elas não são encomendadas e, dessa forma, cria-se um diálogo interessante entre a criação desses dois grandes artistas: a capa, ao mesmo tempo que serve como moldura para a obra de Arthur Luiz Piza (valorizada pela impressão em relevo que simula as características originais do suporte) ilustra e identifica o texto do autor português, ampliando seus significados. O padrão gera a identificação quase imediata por parte dos leitores, que encontram facilmente os livros expostos nas livrarias (o contraste criado entre a reprodução da obra e da tipografia elegante sobre o fundo branco ajuda) além de dar ao conjunto um caráter de coleção: cria o desejo de obter todos eles.

As únicas exceções são as edições de bolso, que seguem o padrão editorial do selo Companhia de Bolso e o livro infantil “A maior flor do mundo”, pelo selo Companhia das Letrinhas, que tem projeto gráfico direcionado ao seu público-alvo.

p.s.: Que indelicadeza, esqueci de me apresentar! Me chamo Daniel, mas pode me chamar de dan (se for da família), dani (se for um amigo) ou dani-dani (se for o Paulinho). Há algum tempo sou leitor diário de blogs, mas a certeza absoluta de que ninguém no mundo estaria interessado no que tenho a dizer sempre me distanciou da idéia de criar um. Graças ao incentivo do Paulinho e do convite (bastante incentivador) da Ni (que agora assina afm) acabo de escrever meu primeiro post, que dedico a eles, acompanhado de meu sincero agradecimento (:

- por dn.

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