Arquivo

Archive for the ‘Cervejas’ Category

| cervejas | Guinness: 250 anos em 2009

Fevereiro 4, 2009 1 comentário

Depois de escrever sobre a Heineken, me autoimpus ( como diabos se escreve isso?) o desafio de  encontrar e manter um padrão de qualidade ao falar sobre cervejas. Após um longo período sem postar,  resolvi falar sobre a Guinness. Nada mais justo, right? Obviamente, a demora para criar um post novo não se deu por alguma dúvida na escolha da homenageada,  mas sim pelo livin’ lavidaloca que as férias nos proporcioam de vez em quando.

Esse ano, a superdélice Irlandesa completa lendários 250 anos de tradição, qualidade, dedicação e inspiração. Fundada em 1759 por Arthur Guinness, possui um consumo de aproximadamente 10 milhões de pints diários, uma produção de 2,7 bilhões/litros e tem como principais produtos a Guinness Draught, Guinness Draught Extra Cold e Guinness Extra Smooth.  Adotou a Harpa Irlandesa ( Harpa O’Neill, também conhecida como Harpa de Brian Boru) como símbolo em 1862, e registrada em 1876,  já era parte importante dos prazeres  irlandeses.

Com a sensibilidade de se preocupar com o gosto e o local de seus apreciadores, diferentes variações da cerveja são vendidas.  A Guinness Draught ( 1958 ) – cerveja preta/escura – foi introduzida na Inglaterra e lançada na Irlanda somente dois anos depois, quando se tornou a cerveja mais consumida do Reino Unido, sendo a PRIMEIRA CERVEJA NITROGENADA DO MUNDO. Representa 55% das vendas da cervejaria. A Guinness Draught Extra Cold ( 1998 ) é feita para ser bebida em temperaturas mais geladas que as outras e foi lançada com a campanha “Good Things Come To Those Who Wait” (Coisas boas vem para quem espera). A Guinness Extra Smooth ( 2003 ), tipo stout, mais fraca e cremosa, foi lançada primeiramente em Gana e é  voltada para o mercado africano.

As versões em lata da G. Draught, lançadas em 1988, possuem uma cápsula propulsora de nitrogênio, que libera o gás quando o lacre é rompido e o mistura ao líquido no momento que ele é derramado em outro recipiente. É por isso que não devemos consumir a Guinness na lata ( que pode ser encontrada em mais de 70 países). Em 1999  apareceu nos mercados em uma versão long neck e para que não houvesse nenhuma perda de sabor, o widget – reservatório de nitrogênio – foi desenvolvido para liberar o gás aos poucos. Deixando a espuma cremosa (como deve ser), em mais uma opção de consumo. Desenvolveu também o sistema de chope em lata, alcançando tecnologia jamais vista no mercado cervejeiro.

guinness-redAno retrasado foi lançada a Guinness Red, pra ser consumida no verão, mais leve, clara, suave e adocicada. Infelizmente, só foi lançada na Inglaterra, e a empresa investiu US$ 6mi no desenvolvimento.

Dentre as tantas histórias e curiosidades que os dois séculos proporcionam a cerveja,  uma delas é a origem do Guinness Book of Records World Records. O diretor administrativo da cervejaria, participou de uma caçada e acabou envolvendo-se numa discussão: qual seria a ave de caça mais veloz da Europa – a tarambola ou o galo-selvagem? Foi assim que ele percebeu  que  talvez um livro que fornecesse respostas para este tipo de pergunta  fizesse sucesso. Mais um ponto a favor!

Por mais incrível que pareça, há 250 anos atrás a família Guinness alugou o galpão e os terrenos por 120 libras, de uma família que não acreditava que a cervejaria fosse um dia reconhecida. Hoje, os donos dos galpões/terreno recebem míseras 120 libras/mês, a cerveja faz um baita sucesso e a família vai ter que esperar mais uns bons anos até rever valores, pois o contrato de arrendamento foi feito para mil anos! A marca tem um museu em um dos galpões da sede (Dublin/Irlanda), onde o contrato pode ser visto. O famoso “se arrependimento matasse…”

Na Europa, algumas datas comemorativas são sinônimos de Guinness e fazem parte das tradições da marca, como o St. Patrick’s Day. O famoso trevo verde é símbolo da Irlanda, sendo costume também desenhá-lo na espuma do chope Guinness. Somente no Dia de São Patrício (St. Patrick’s Day), comemorado em 17 de março no mundo inteiro, são consumidos 13 milhões de pints.

1

Campanhas

Desde  a primeira campanha publicitária em 1929,Guinness is good for youe seus tucanos, passando, dentre outras, por “Lovely Day for a guinness“, “My Goodness, My Guinness!” em 1931, “The Pure Genius” lançada em 1985, “Not everything in black and white makes sense, Good things come for those who wait“, e, atualmente” It’s alive inside, as campanhas publicitárias da cerveja além de terem transformado a marca em um ícone mundial, podem ser consideradas objetos de desejo de ínumeros publicitários e muito merecidamente ganharam vários prêmios ao longo dos anos. Pra ver todas as campanhas, clique aqui.

guinness-image-5my-goodness1lovely-day2guinness_strength

Criativas e ousadas, na bagagem das ações de marketing está a genial idéia de comemorar os 200 anos da empresa: 50.000 garrafas  comemorativas foram jogadas em diversos pontos do Oceano Atlântico. Dentro das garrafas havia um rótulo dourado comemorativo, um livreto contando a história da cerveja, instruções de como transformar a garrafa em uma luminária e um vale para trocar por uma caixa de Guinness além de informações sobre o navio que lançou a garrafa. Batizadas de garrafas-gota, as embalagens não eram rotuladas. Em alto relevo havia a inscrição: “1759-1959. Garrafa-gota especial (Oceano Atlântico) para celebrar e comemorar o bicentenário da GuinnessA ação durou seis semanas, envolveu 38 embarcações e a empresa garante que ainda há vasilhames à deriva. (Há! Ainda tenho esperanças!)

A empresa também promete que para comemorar os 250 anos, uma nova grande ação será lançada. Teremos que aguardar a surpresa, ansiosos.

Uma dos últimos comerciais que chamaram a atenção, é o do freezer magnético:

E não dá pra deixar de fora, aquela  que frequentemente pode ser visto nos “vídeos” de alguns de nossos amigos pelo orkut:

Ousado. BEM ousado.

Espero que mais muitos anos continuem destacando o malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura. Mesmo que na Irlanda digam “Guinness doesn’t travel well“, posso garantir que por aqui, e pra mim, é uma baita cerveja. Quem sabe um dia terei o prazer de prová-la na sua terra, mas enquanto isso não acontece, entendo por aqui quando dizem que “O gosto pela cerveja GUINNESS é uma das poucas coisas em que as comunidades católica e protestante da Irlanda do Norte estão de acordo“. Não é para menos.

Fontes:

  • site oficial da marca: www.guinness.com
  • www.mundodasmarcas.blogspot.com
  • www.powerfullbrands.blogspot.com
  • e uns aleatórios do google

- por: afm

ps: feliz aniversário dani!

|de(sign)lícia| Heineken!

Janeiro 2, 2009 10 comentários

Adeus ano velho, feliz ano novo, amigos na praia, queima de fogos, música, festa, champagne e…? Cerveja! Como poderia começar um ano com o pé direito, sem estar acompanhado de uma boa cerveja gelada? (que o duda não me leia). Posso dizer que além dos amigos, da família e do champagne, duas caixas de heineken fizeram a parte boa meu réveillon ser o que foi. Sem chances de falar sobre outra coisa hoje. Tinha que ser sobre a inconfundível garrafinha verde.

Em 1863, Adriaan Heineken, aos 22 anos, compra a maior cervejaria de Amsterdã, fundando a Heineken & Co. Adriaan viajou a europa procurando conhecer  novos métodos e ingredientes para melhorar aquela que leva seu sobrenome. Percebeu que a mudança na produção da cerveja, alterando de alta para baixa fermentação, aumentaria a qualidade e destacaria seu produto das demais cervejas da epóca. Sempre à frente, foi a primeira  cervejaria a exportar seus produtos para os Estados Unidos (depois da lei seca em 1963) onde teve um impacto muito grande. Não só pelo sabor, mas pelo seu preço mais alto e qualidade, atrativos que rapidamente  fizeram dela a importada favorita dos americanos. Apesar disso, teve dificuldades maiores para entrar no mercado britânico, onde ainda rolava o sistema “casa amarrada”, prendendo pubs a determinadas cervejas, e pelo imposto que pagavam as cervejas mais fortes. Acabou indo contra seus próprios princípios e fazendo uma cerveja mais fraca, distribuída no Reino Unido, que a longo prazo não fez sua venda aumentar. Apenas em 1970, qundo a aceitação da cerveja clara aumentou, é que notou-se alguma diferença.

Sobrevivendo aos altos e baixos naturais que passam qualquer empresa nova em desenvolvimento, a Heineken dá um salto e se coloca  entre as maiores cervejarias do mundo. Com uma cerveja 100% natural, produzida com a exclusiva levedura tipo A, 100% malte e lúpulo especial, conta também com diferenciais na fabricação, obtendo um sabor marcante e refinado,  atraindo prêmios internacionais.

Introduziu  no mercado,em 1996, a garrafa a long – neck. Em 2005, lançou na França e nos EUA um sistema de chope portátil, chamado HEINEKEN Draughtkeg. O barril de 5 litros, usa um sistema com CO2 no qual a  cerveja permanece fresca 21 dias após a primeira extração(!!!!).

Heineken H2, garrafa de alúminio lançada inicialmente no mercado europeu em 2002, foi lançada no mercado americano em 2003.  Com design minimalista, ganhadora de diversos prêmios de design e embalagem, criada pelo francês Ora Ito.

Não bastasse tudo isso, passou a utilizar também  rótulos auto-adesivos em substituição ao papel com cola. A Heineken ousa. A escolha por rótulos do tipo no-label look visa dar um visual premium para o produto. Além disso, a empresa utilizou seis tipos diferentes de contra-rótulos, falando sobre aspectos da história da marca, prêmios recebidos e informações sobre os seus ingredientes. Fizeram uma parceria entre o fornecedor de de rótulos e a vidraria, fazendo com que as garrafas já sejam enviadas rotuladas ao cliente, aumentando a produtividade em linha. Após essa a mudança, as vendas do produto subiram 20%!

O verde da garrafa é  uma homenagem à natureza, representando saúde e vitalidade. É comercializada no mundo inteiro com essa cor e apenas na Holanda existe uma versão em cor âmbar. Focando mais na parte gráfica, a cerveja possui   um rótulo cheio de história e significados.

As folhinhas representam o lúpulo feminino. A flor do lúpulo possui a resina que dá a cerveja seu sabor característico. A estrela de cinco pontas simboliza a pureza, o quinto elemento é o elemento mágico, além da água, fogo, terra e ar. Significa que a cerveja é completamente isenta de aditivos.

O logotipo não é o mesmo no mundo inteiro, mas as demais características da cerveja a fazem única, reconhecível onde você estiver. Tipograficamente falando, o “e” é ligeiramente inclinado, de forma sutil, para que dê uma aparência sorridente. “Expressão perfeita do sabor”, right?

Os medalhões remetem aos dois primeiros grandes  prêmios que a cervejaria holandesa ganhou – em Paris, em 1875 e 1889. Permanecem no rótulo provando que há mais de 130 anos continua com uma qualidade elevada.

A Heineken hoje possui 130 fábricas, 120 marcas de cerveja, com presença global de 170 países, empregando aproximadamente 64 mil funcionários e um valor de mercado de € 24.9 bilhões (2008). Números que provam a alta significância da empresa, e o reconhecimento da qualidade pelo público.

Pra quem se interessar e ainda quiser saber mais sobre a empresa, vale muito a pena dar uma olhada no site brasileiro.

Sitezinho bala, cheio de curiosidades, campanhas, produtos, interação consumidor-empresa. Tem até uma calculadora, pra quem quer fazer festa e não sabe a quantidade de bebida que deve comprar (isso é demais!). Mostrando porque continua sendo uma marca moderna, atraindo aqueles que procuram além de sabor, qualidade e inovação , todo o estilo que só a Heineken nos oferece.

Fonte: heineken.com.br |  mundodasmarcas.blogspot.com

-por: afm.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.