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Archive for the ‘Televisão’ Category

|dica| “Encontre a música perfeita para seu comercial”

Estava eu na madrugada de ontem com a famosa insônia. Oras, nada  mal pra quem queria dar uma lida nas assinaturas de blogs e revistas virtuais, que pela falta de tempo estava bem desatualizada. Um dos blogs que costumo acompanhar é o chmkt.blogspot.com: marketing, cultura, propaganda, tendências e comportamento. Li o post sobre a “força da música na propaganda”, com vídeos e tudo mais, onde ele fala sobre trilha sonora nos comerciais, muito interessante. Recomendo a leitura, aqui.

Lendo mais um pouco, outro post deles são dicas de sites onde você pode encontrar “faixas boas, diferente e baratas para incluir nos seus trabalhos”

Vou reproduzí-lo aqui pois certamente será muito útil pra muita gente.

  • Rumblefish - licenças para televisão, cinema, propaganda, websites, videos, games, podcasts e branding sonoro.
  • Gamecues – licenças para a indústria de games.
  • YouLicense – sistema que permite aos artistas negociar diretamente com os interessados.
  • Pump Audio – artistas podem licenciar suas músicas para TV e propaganda sem abrir mão da propriedade.
  • BeatPick - provedor de licenças musicais.
  • Ricall - conecta os interessados diretamente com os donos das licenças musicais.
  • SoundReef - serviço privado (beta) de troca de músicas para uso em TV, cinema, propaganda, etc.

fonte: chmkt.blogspot.com

por: afm

|tevê| Maysa – Quando Fala o Coração

Janeiro 17, 2009 4 comentários

Terminou ontem a minissérie que buscou retratar a vida da musa da fossa em 9 capítulos. Pra quem esperava conhecer um pouco melhor a personalidade que interpretou visceralmente alguns dos maiores clássicos da música brasileira, acabou se decepcionando e tendo que se contentar  com a proliferação de frases de efeito de uma rebelde sem causa, mimada e arrogante. Manoel Carlos, autor da minissérie, transformou Maysa em mais uma de suas “Helenas” (ele é conhecido por novelas em que protagonizam mulheres chatas fortes com esse nome: vide Mulheres Apaixonadas e Laços de Família). O biógrafo oficial da cantora veio a público condenar as distorções. Ao fim, a minissérie se tornou um acerto de contas – ou lavagem de roupa suja, como queiram – entre Jayme Monjardim (diretor-filho) e  Maysa (mãe-ídolo).

O que me impressionou muito, no entanto, foi a fotografia: belíssimas imagens captadas em tons mais contrastantes e saturados dos que os habitualmente vistos na televisão aberta brasileira. Os enquandramentos também fugiam dos óbvios closes e câmeras estáticas empregadas nas novelas, exibindo algo mais próximo ao que estamos acostumados a assistir nos cinemas. Uma das cenas do primeiro capítulo (re-exibida no último também) exemplifica bem: um travelling que vêm de muito alto e contorna a ponte Rio-Niterói encostando no vidro da motorista, até que aconteça o acidente que encerraria a vida da cantora. Melhor do que tentar explicar é rever a cena (enquanto a Globo não tira do youtube):

Qual não foi minha surpresa ao descobrir que o responsável pela direção de fotografia foi Affonso Beato, internacionalmente renomado por colaborações com Glauber Rocha, Walter Salles, Cacá Diegues e Pedro Almodóvar. Em seu primeiro trabalho para televisão brasileira, Beato filmou com duas cãmeras digitais modelo Arri D-21 – sua preferência em gravar em película foi inviabilizada pelo custo que acarretaria na produção. A diferença, no entanto, não é percebida por olhos amadores e a minissérie deve ser adaptada para exibição nos cinemas, em breve.

A experiência agradou o responsável pelas imagens dos agora clássicos “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” e “Tudo Sobre Minha Mãe”: Rodando ‘Maysa’, eu descobri uma máquina, a televisão, capaz de produzir horas diárias de entretenimento com qualidade capaz de se comunicar com até 80 milhões de pessoas por dia, afirma.

Muito bom ver a tevê aberta brasileira encontrar em talentosos e experientes profissionais uma fonte para oxigenação de suas produções. Maysa” apostou inclusive em atores não conhecidos do grande público, mas com carreiras consagradas no teatro e, apesar das boas atuações, da produção esmerada dos cenários, figurinos, direção de arte e fotografia cinematográficas, o trabalho acabou prejudicado pelo fato da dramaturgia continuar bebendo na fonte das novelas, produto comercial facilmente digerido pelas 80 milhões de pessoas citadas por Beato.

Somente o trabalho do diretor Luiz Fernando Carvalho, na Globo, teve antes o foco na maior qualidade artística em detrimento do sucesso nos índices do Ibope: Hoje é dia de Maria; e as obras já realizadas do Projeto QuadranteA Pedra do Reino e Capitu são radicais tanto na forma como no conteúdo, e apesar da pouca audiência, inovaram em produções transmitidas pela tevê aberta no país.

fonte: oglobo.globo.com/cultura/revistadatv/mat/2009/01/07/o-conceituado-diretor-de-fotografia-affonso-beato-fala-da-estreia-na-tv-atraves-de-maysa-587928478.asp

- por: dn.

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